Domingo, 3 de Agosto de 2008

NÃO ACREDITE NISTO

 Soube-se há poucos dias que estão a ser contactados os proprietários de todos terrenos situados na orla da Estrada Nacional Nº118 numa extensa área de charneca que se estende desde o alto da Degracia até ao entroncamento da Atalaia, no sentido de os sensibilizar para a cedência de vastas áreas destinadas à implantação de um mega projecto industrial.

 

Parece que, um verdadeiro reboliço se aproxima a passos largos do nosso Concelho. Um projecto industrial de dimensões nunca antes vistas irá provavelmente mudar a face do Concelho e arrasar de vez o marasmo da região.
Grandes fábricas de transformação de produtos agrícolas, pequenas e médias indústrias dos mais diversos ramos de actividade estarão já previstas para o local.
 
Centenas de postos de trabalho irão ali nascer nos próximos anos, e prevê-se que a maioria deles serão destinados preferencialmente a casais em idade fértil que prometam fixar-se como habitantes permanentes no Concelho.
As autoridades locais, acometidas de um entusiasmo quase eufórico, falam já na necessidade de se iniciarem obras de restauro e ampliação das escolas primárias da Atalaia e da Degracia para já, prevendo-se que outras serão igualmente recuperadas a par da implantação do projecto industrial, já que se prevê que estas medidas venham a contribuir para um rápido rejuvenescimento da população de todo o Concelho.
 
A euforia parece ter já chegado a todos os cantos do mundo, e uma febre colectiva do regresso às origens estará a disseminar-se descontroladamente, pelo que as autoridades locais estarão a apelar à calma e ao bom senso das pessoas, para que o regresso se processe faseadamente afim de evitar filas de automóveis e de camionetas de firmas especializadas em mudanças de casa.
 
Mas parece que o que mais estará a preocupar os responsáveis, será o mais que provável desencadear de uma onda inflacionária e o aproveitamento especulativo dos negócios imobiliários no Concelho.
 
Bem, falta apenas dizer que, estas notícias não são verdadeiras, e que não passam de uma pequena rábula pensada por alguém que bem gostaria que tudo isto fosse a sério. Quem sabe um dia.
 
Como diria Miguel Torga; (Ter um destino é não caber no berço onde o corpo nasceu, é transpor as fronteiras uma a uma e morrer sem nenhuma).
 
João Margarido Chamiço
sinto-me: A sonhar

publicado por João Chamiço às 22:24
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De Paulo José Matos a 11 de Agosto de 2008 às 08:19
Um sonho tão bem (d)escrito, que só no final do texto me lembro de ler o titulo!!!

Quanto ao comentário (do homem do deserto), e apesar de o artigo do Exmo João ser (anti)politico, foi uma resposta sem alma, mas em minha opiniao objectiva. Contextualmente encaixa no paradigma historico que Gaviao, pós 25 de abril ter sido sempre governado por elementos de PS. Enfim: foi o testemunho (i)real de alguém...


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