Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

ALENTEJO AUSENTE

 Foto copiada daqui: http://www.bragancanet.pt/patrimonio/arvsobreiro.htm

 

O Alentejo, é cada amigo meu,

E é cada grão de trigo de uma vida

e cada lírio triste que morreu;

E é um sobreiro velho, e sou eu!

E cada giesta branca ali nascida.

 

O Alentejo, são gentes que vagueiam,

P'ra sempre agrilhoadas ao "seu chão";

E as papoilas vermelhas que incendeiam

As paisagens, e as misérias que medeiam

Mesas alheias em que sobra o pão.

 

O Alentejo é um vagaroso rio

Que se esgota exangue, que se esvai

Em enxurradas de sol e de estio,

Jorradas em searas de pousio

E marés de malmequeres em Maio.

 

O Alentejo é um brado que murmura

Dentro de mim sussuros inaudíveis,

Recados da saudade que me obtura

Indelével no tempo e na lonjura

E em sonhos de regressos impossíveis.

 

O Alentejo é um poema infinito

Qual pintura de sublime aguarela;

Perfume das estevas, inaudito,

É o eco dissipado de um grito:

Soneto arrebatado de Florbela!

 

João Chamiço

sinto-me:
música: Menina estás à Janela

publicado por João Chamiço às 00:21
link do post | favorito
Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.


.mais sobre mim

.Junho 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30


.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. Encontro 4Ls passou por B...

. Belver, apesar de tudo fa...

. ...

. TOADA DE PORTALEGRE (DE J...

. O refúgio perdido... Font...

. Novo site de Ponte de Sor

. ...

. Os (DES)povoados do outro...

. Novo flyer +500 Visitas

. O Comentário deixado ao p...

.tags

. todas as tags

.pesquisar

 

.participar

. participe neste blog

SAPO Blogs

.subscrever feeds